segunda-feira, 14 de junho de 2010

No meio da noite, muitas vezes, na maioria delas pelo menos, já meio bêbada, eu tenho idéias brilhantes sobre algo surpreendente pra publicar em algum lugar blog/face/Orkut. A merda é que toda vez que isso acontece eu estou obviamente tão por fora, que nem me lembro onde deixei meu lap (ai puta merda, será q deixei o msn aberto?), eu volto a dormir tentando guardar aquela idéia genial ao menos na parte da memória mais obscura do cérebro...

Obvio, no dia seguinte eu não me lembro de nada...até que de repente no meio da noite, na madrugada pós ressaca, a idéia surge do nada, mas novamente, você já está deitada na cama e nem lembra mais onde tá seu lap (ufa, nem entrei no msn hoje, pelo menos não online)...

Esse poderia ser um desses momentos, mas infelizmente não é, já são 20h e eu preciso parar de brincar de estudanteblogueiradescolada e começar logo a estudar anato...

http://www.youtube.com/watch?v=1SmxVCM39j4

segunda-feira, 24 de maio de 2010


parem o mundo que eu quero descer!

sábado, 2 de maio de 2009


Hoje acordei toda cheia de certeza, me sentindo Carolina...
Estou em uma fase, que espero que não seja fase e dure pra sempre, em que ando me sentindo ser amado e amante. Por conta disso, levantei cheia de amor pra dar e com uma dor de estômago estranha.Como meu bem está a vajar, penso que é tempo bom pra ficar bem guardadinha em casa, no colo de minha mãe.
O porque de me achar Carolina, está transcrito abaixo, é um pedacinho de uma das cartas do Machado de Assis a sua amada esposa Carolina, datada de 2 de março 1868, tempo em que Machado e a amada ainda eram namorados.

"os primeiros amores não são os mais fortes porque nascem simplesmente da necessidade de amar. Assim é comigo; mas, além dessas, há uma razão capital, e é que tu não te pareces nada com as mulheres vulgares que tenho conhecido. Espírito e coração como os teus são prendas raras; alma tão boa e tão elevada, sensibilidade tão melindrosa razão tão reta não são bens que a natureza espalhasse às mãos cheias pelo teu sexo. Tu pertences ao pequeno número de mulheres que ainda sabem amar, sentir e pensar. Como te não amaria eu ? Além disso tens para mim um dote que realça os mais: sofreste. É a ambição dizer à tua grande alma desanimada: "levanta-te, crê e ama; aqui está uma alma que te compreende e te ama também."

Sou bem modesta né? ;)
Mas fazer o que? É o amor que mexe com minha cabeça e me deixa assim...

sábado, 28 de março de 2009

Cheiro de páginas frescas




Adorei a idéia de poder mergulhar em um livro que não os acadêmicos, e ainda poder dar a desculpa pra minha mãe que não estou perdendo o tempo lendo bobagens e sim leitura obrigatória pra um projeto da Faculdade.Começarei escrevendo por aqui os sentimentos que me despertaram o começo da leitura de "A Sombra do Vento".Embora tenha trazido para casa três dos livros do projeto para escolher qual leria, no momento em que li a contra capa e as orelhas deste livro, nem ao menos olhei para os outros e já os devolvi a biblioteca. Além do instigante cheiro de páginas nunca antes folheada, ao iniciar a leitura já me senti transportada para um mistério que poucos livros apresenta.Ainda não sei descrever claros relatos sobre a história, mas confesso que mesmo sabendo que Julián Carax nunca existiu além do imaginário de Carlos Zafón, insisti em procurar nas páginas de busca e nas bibliotecas algo a seu respeito, tamanho encanto mostrou o jovem Daniel ao penetrar na incansável leitura do livro de Carax. Infeliz e obviamente, nada encontrei sobre o escritor, apenas músicas pouco conhecidas de um músico canadense.Vou enfim começar a descrever as minhas impressões sobre o livro, pra não pensarem que estou enrrolando dando a desculpa de ser uma boa leitora.Os Cemitérios dos Livros Esquecidos é o começo do livro, um presente de Sempere ao filho Daniel, na tentativa de compensar a falta da mãe já falecida. Creio que Sempere não fazia idéia do tesouro que Daniel encontraria nas plateleiras empoeiradas do cemitério literário. O livro de Carax envolveu o jovem de uma forma quase que inexplicável, nas palavras de Clara, a até o momento Grande Amor de Daniel, essa emoção é comparada a sensação do primeiro beijo, a chama da primeira vez que nós nunca nos esquecemos.Dias de Cinza, que é de fato o primeiro capítulo, vem depois da leitura esfomeada de Daniel do livro de Carax, é quando o garoto começa a corrida para descobrir o misterioso escritor e se existem mais de seus livros publicados. Sobre os livros e o paradeiro de Julián ele sabe nada mais do que histórias, mas, se depara com outros mistérios da vida, a personalidade instigante de Barceló, a intrigante, sedutora e cega Clara, sua "mãe substituta" Bernarda e o misterioso homem da face de couro que fuma livros e o observa. No momento em que Daniel começa a se envolver com Clara, esquece do mundo, se vê perdido no olhar de porcelana da moça, deixando seu pai e seu melhor amigo Thomáz de lado. Esse envolvimento, com a jovem, porém mais velha Clara, parece um erro aos olhos de todos, menos do jovem e apaixonado Daniel. Ao final do capítulo o jovem começa a sentir a verdade sobre o seu amor, e a pensar sobre as palavras dos que o cercam...Tudo bem que eu basicamente contei o primeiro capítulo, mas fiquem felizes em saber, que depois dele ainda tem mais umas 300 páginas pra vocês se deliciarem!

O Papa e o Gandhi

C. Berenstein no livro “Sua Santidade” conta que quando o Papa João Paulo II visitou a Índia em 1986, rezando diante do túmulo de Gandhi em Nova Dehli, ficou longo tempo tocando com sua mão a pedra da sepultura onde estão escritos os sete pecados sociais da humanidade moderna:“Política sem princípios; Riqueza sem trabalho; Prazer sem consciência; Conhecimento sem caráter; Economia sem ética, Ciência sem humanidade; Religião sem sacrifício”.

1. Política sem princípios: Gandhi entendia muito bem de política e de mística. Percebeu a falta de ética na política e o desastre social que tal postura provoca. Os pilares éticos da política são: a justiça, a verdade, a liberdade e o amor. Uma política sem princípios éticos transforma-se em disputa de interesses pessoais, oligarquias, corrupção, fraudes, manipulação social.

2. Riqueza sem trabalho: O Sistema neoliberal reforça a pirâmide social perversa onde os ricos se tornam cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres. A técnica e a informática desligadas dos valores fortalecem o apartheid social onde muitos trabalham, mas a riqueza fica nas mãos de poucos. Na cultura consumista, onde os filhinhos de papai recebem tudo, sem trabalhar, está um dos maiores defeitos da vida moderna, é o problema da riqueza sem trabalho. No Sistema neoliberal a máquina tem prioridade sobre o homem, eis o pecado estrutural denunciado em Puebla.

3. Prazer sem consciência: Ghandhi viveu por decisão pessoal longos períodos de continência e castidade, porque tinha consciência que a revolução sexual, como a liberação da libido, tem levado as civilizações para a decadência. O prazer é o dom do criador em favor da vida. Não podemos ser contra o sexo, nem contra o prazer, muito menos contra o corpo. Somos contra o prazer absolutizado, o “prazer sem consciência”. O prazer desordenado tem causado injustiça, violência, doença mental, desagregação da personalidade. Já o prazer ordenado, vivido com gratidão e consciência, é meio saudável de doação, criatividade, entusiasmo e gosto de viver.

4. Conhecimento sem caráter: Tal conhecimento é apenas erudição sem sabedoria, sem mudança de vida, sem a conscientização. O conhecimento sem caráter começa com o costume perverso de “colar na escola”, de conhecer para aumentar o poder, é a simbiose entre conhecimento e opressão, ciência e manipulação, “saber sem sabor”. Mas, conhecimento sem caráter, é ambição por poder, busca de prepotência, cujo fim é “conquistar o poder, aumentar o poder, assegurar o poder” (R. L. Shinn). Conhecimento sem caráter é o mesmo que dizer: “saber é poder”. Tal saber não serve à vida, mas à morte.

5. Economia sem ética: É o livre mercado, onde o dinheiro é a “nova providencia” e a propaganda a “nova evangelização”, com romarias pra Miami e New York, onde os sacerdotes são os banqueiros e os empresários e a fé se concentra na caderneta de poupança, nas bolsas de valores, cujos templos são os bancos, os motéis e os shoppings. O mercado tomou o lugar da religião e comanda a sociedade secularizada com impiedosa massificação das mentes, economia sem ética é levar vantagem em tudo, é vender e lucrar, é mais valia, consumismo. O crescimento econômico sem ética é o pior monstro que a terra já viu. Ele é a fonte da violência, miséria, fome, prostituição, poluição, neurose e pânico. Lucrar, ser o mais forte, vencer, eis a lei da economia sem ética.

6. Ciência sem humanidade: É a ciência nas mãos de uma minoria que tudo sabe e a todos controla. È a ciência a serviço do poder e da violência, do racismo e do neoliberalismo. Ciência sem humanidade, é ciência sem consciência, desligada dos valores e da fé, ciência a serviço de interesses egocêntricos. Em nome desta ciência a poluição gera a morte da terra, os fetos são “matéria descartável”, os pobres são os culpados do sbdesenvilvimento, a clonagem é a substituição do amor sexual, do casamento e da família, a informática é meio de dominação do mercado. É a ciência a serviço das ideologias e interesses pessoais e corporativistas: “Sua ética é o interesse” (P. De Oliveira).

7. Religião sem sacrifício. É a religião sem testemunho, predica sem pratica, oração sem fraternidade, o culto só dos lábios. A pior das corrupções, é a corrupção religiosa, onde se usa o nome de Deus e se manipula o povo, em busca de lucros. A religião virou mercadoria e até safadeza. Religião sem sacrifício, é religião sem cruz, sem o seguimento de Cristo pobre, casto e obediente. É pregar sem viver o que se fala, é ajustar a Palavra de Deus segundo nossos interesses, elevar nossos caprichos à esfera de vontade de Deus. Religião sem sacrifício é querer que Deus faça o que nós queremos. Religião sem sacrifício é dizer uma coisa e fazer outra. É querer Deus sem se envolver com o mundo.

Dom Orlando Brandes Arcebispo